“Mães em Cena” , Teatro Inclusivo cresce cada vez mais no Brasil

Mães de jovens e adultos com deficiência congênita ou adquirida entram em cena e sobem ao palco para contar as lutas, conquistas, alegrias e dificuldades do cotidiano de quem teve que abrir mão da própria história para se dedicar aos cuidados dos filhos. É sob esse prisma que se desenrola o enredo do espetáculo teatral “Mães em Cena”, produzido e dirigido pela bailarina, coreógrafa e pedagoga Keyla Ferrari, diretora do Centro de Dança Integrado (CEDAI).
Composto por trechos de poesias, danças e relatos vivenciados pelas próprias mães, o espetáculo aborda de forma sensível os conflitos das mulheres, que são mães de jovens com deficiência, em uma experiência que une palco e vida real. “São mulheres muito especiais que descobriram na dança uma nova maneira de se expressar, de estar em cena como artista e mulher. O espetáculo foi montado com o todo carinho do mundo e isso é muito perceptível aos olhos do espectador, que se emociona em diversas passagens da peça”, conta Keyla. O “Mães em Cena” também tem a participação do ator e mímico Sílvio Leme e do poeta e diretor da Humaniza, Vicente Pironti.

Sobre o CEDAI

O projeto de inclusão social, desenvolvido por Keyla, já existe há 15 anos, porém, como organização efetiva, há nove anos e é visto como uma nova maneira de olhar e contemplar as linguagens corporais e estéticas da dança. Atualmente, como Ponto de Cultura do Estado de São Paulo, possui quatro espetáculos itinerantes em parceria com a empresa de desenvolvimento social Humaniza. São eles: Somos Um, Flor é Espelho, Alma Bailarina e Mães em Cena, que contemplam públicos de todas as idades e classes sociais. Seu elenco é composto por artistas profissionais, mães, pais e bailarinos com e sem deficiência.

Atualmente o CEDAI atende cerca de 70 alunos de várias faixas etárias e de diferentes potencialidades artísticas e rítmicas. Há espaço, inclusive, para as pessoas que não mexem um músculo sequer do pescoço para baixo. “A condição aparente das pessoas com algum tipo de deficiência limita o nosso olhar. Estar numa cadeira de rodas, por exemplo, não significa que aquela pessoa está impedida de dançar& #8221;, diz a bailarina, que nos ensaios dança com seus alunos.
Contato: (19) 30327994. E-mail: keylafe@gmail.com

Fonte: Sigmapress

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